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Distopia Testicular

DISTOPIA TESTICULAR

É o nome dado para a anomalia de posição do testículo, isto é, ele não se encontra no seu local natural no escroto.
Os testículos formados até o 7º. mes de gestação, no interior do abdome, iniciam a sua descida para o escroto sendo puxados por uma estrutura chamada gubernaculum testis, que depois é reabsorvido. Além dessa estrutura, também contribui para a descida testicular, a testosterona, hormonio masculino produzido pelos testículos do feto. A Distopia Testicular ocorre em 3,5% dos recém-nascidos de têrmo e em 30% dos recém-nascidos prematuros. O lado mais comumente acometido é o direito em 50% ( o testículo esquerdo desce antes que o direito), o esquerdo em 25% e é bilateral em 25% dos casos. Em 90% dos casos está associada a uma persistência do conduto peritônio-vaginal ( trajeto usado para a descida do testículo, como uma hérnia).

São encontrados os seguintes tipos de Distopias Testiculares:

1- Testículo Retido – o mecanismo de descida estava sendo realizado quando o testículo ficou parado em algum local do trajeto, e não chega até o escroto;

2- Testículo Ectópico – o testículo saiu do seu trajeto habitual para o escroto, ficando prêso fora dele. Pode ser encontrado em qualquer local do períneo e região inguinal;

3 – Criptorquidia – é a ausência de testículo palpável na criança, mesmo ao redor do local de descida normal do testículo. Em geral é intra-abdominal ou não existe;

4 – Testículo Retrátil – o testículo chega bem ao escroto e ali permanece por algum tempo subindo em seguida para a região inguinal. Muito confundido com a exacerbação do “reflexo cremastérico” ( que ocorre com frequência nos meninos ao se retirarem as roupas, quando há contração dos músculos que envolvem o cordão do testículo, fazendo-o subir um pouco).

O diagnóstico de criptorquidia é feito primariamente pela observação clínica e pela palpação, que devem ser realizadas em ambientes aquecidos, com mãos delicadas e aquecidas, com a criança deitada de barriga para cima e/ou sentada em posição de Buda. Um testículo não palpável dificilmente será visualizado ao ultrassom ou outro exame radiológico.

O tratamento é cirúrgico na grande maioria das vezes, e deve ser realizado até os 12 meses de idade, principalmente pelas alterações imunológicas que ocorrem no testículo contralateral, pelas alterações das células responsáveis pela espermatogênese

( produção de espermatozóides), pela diferença de temperatura de dois graus a menos entre o escroto e o abdome, e pela maior frequência de traumas e torções. A partir do 2º.ano, 38% dos pacientes com criptorquidia já apresentam desaparecimento das células germinativas dos testículos ( aquelas responsáveis pela produção de testosterona e espermatozóides). A infertilidade ocorre em 50% dos pacientes com criptorquidia unilateral e em 75% daqueles com criptorquidia bilateral, mesmo com a cirurgia. A transformação maligna do testículo distópico ocorre 30% mais do que em testículos normalmente localizados no escroto.

O tratamento hormonal é pouco usado e motivo de muita controvérsia.

O tratamento cirúrgico é feito por uma incisão na região inguinal, com anestesia geral nas crianças, com a fixação do testículo no escroto. A cirurgia na criança é realizada com internação de algumas horas. A Videolaparoscopia é a indicação nos casos de testículos que não foram palpados no trajeto até o escroto ou fora dele.

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